CASE 03

Redesign da Experiência de Entrega e Otimização de Custos

−70% no custo unitário de embalagem.
−75% no tempo de embalagem por unidade.

Contexto

A operação apresentava indicadores aparentemente saudáveis:

  • avaliações máximas recorrentes;
  • crescimento consistente de vendas;
  • ausência de reclamações formais relevantes.

Apesar disso, observações recorrentes em interações de pós-venda sugeriam atritos na experiência de entrega que não apareciam nos indicadores tradicionais.

O desafio era entender se a ausência de reclamações representava uma experiência satisfatória ou apenas tolerância a uma experiência subótima.

Problema

Os dados disponíveis indicavam que não existia um problema.

Os clientes avaliavam positivamente os produtos e continuavam comprando.

Investir recursos para investigar uma experiência aparentemente saudável exigia responder a uma pergunta simples:

A pergunta central tornou-se:
O que os indicadores deixam de mostrar quando os clientes continuam satisfeitos com o resultado final?

Investigação

Conduzi uma análise combinando:

  • mais de mil avaliações de clientes;
  • feedbacks espontâneos de pós-venda;
  • comportamento de navegação e conversão via GA4;
  • benchmarking de experiências de entrega.

As avaliações apresentavam notas elevadas, mas os comentários qualitativos repetiam observações relacionadas à embalagem, abertura e experiência de recebimento.

O mesmo padrão apareceu nos feedbacks espontâneos de clientes e foi reforçado pela análise da jornada de entrega.

O principal insight foi que o produto estava compensando falhas da experiência.

Os clientes valorizavam tanto o resultado final que toleravam atritos durante o recebimento, fazendo com que indicadores tradicionais ocultassem oportunidades relevantes de melhoria.

Principal Insight

Internamente, a embalagem era tratada principalmente como um elemento de apresentação.

Para os clientes, ela funcionava como parte da experiência do produto.

O problema não era estético. Era funcional.

Melhorar a experiência exigia repensar a embalagem como um componente da jornada do usuário, e não apenas como um meio de transporte ou apresentação.

Solução

Redesenhei a estratégia de embalagem com foco nos principais achados identificados durante a investigação:

  • simplificação estrutural para reduzir atritos na abertura e manuseio;
  • reforço da proteção durante o transporte para aumentar a confiabilidade da entrega;
  • redução de etapas operacionais sem impacto na percepção de valor;
  • melhoria da experiência de recebimento e uso inicial do produto.

A implementação foi realizada de forma gradual, com acompanhamento contínuo de indicadores de satisfação, conversão e feedbacks de clientes para garantir que os ganhos operacionais não gerassem regressões na experiência. As mudanças foram validadas com quem executaria o novo processo antes da migração — garantindo que os ganhos operacionais fossem reais, não só projetados.

Impacto

  • −70% no custo unitário de embalagem.
  • −75% no tempo de embalagem por unidade.
  • Ausência de menções a atritos na experiência de entrega nas avaliações durante todo o período de monitoramento pós-migração.
  • Conversão mantida durante toda a migração.
  • Melhoria simultânea da margem operacional e da experiência do cliente.